Eu recosto-me na minha cadeira e ponho um cigarro nos lábios para calar o meu monólogo. Resolvo pensar em forma de palavra escritas e chego-me ao teclado.
Domingo, 12 de Fevereiro de 2006
Pactos

deserto.jpg 

Ele desceu das montanhas da guerra, levava algumas medalhas no peito e algumas memórias cortantes na mente, olhos cerrados em gelo na expectativa... Lança o corpo às rajadas e não sente a intenção do seu medo; clama o abraço do inferno e olha para o deserto quente e cru, rodopia sozinho entre fantasmas de areia e inimigos ausentes. Um trovão no dia quente e límpido rasga o silêncio agreste...

 

Crânio aberto, iluminado pelo sol da manhã, conta-me a tua história ... Armário bafiento dos pensamentos, agora renovado pela ar da manhã; Que fazes aqui ? O teu sangue ainda te escorre pelas fontes, dando de beber aos vermes que te saem pelo nariz e olhos. Os teus lábios parasitas de abutres revelam a ausência de amor; a tua língua jaz em ninhos necrófagos nos altos penhasco da tua alma... O teu corpo regenerado voltou para casa, podes descansar agora espirito do deserto, a tua solidão não será quebrada...



publicado por Blogarto às 02:25
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