Eu recosto-me na minha cadeira e ponho um cigarro nos lábios para calar o meu monólogo. Resolvo pensar em forma de palavra escritas e chego-me ao teclado.
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006
Uivos de silêncio profundo

fogueira 2.jpg


Bonita congregação á volta da fogueira
Funesta dança tribal da horda miserável
O fumo marca suor ao ritmo da cegueira
Chamas suaves lançam  o convite afável


Ventos do  norte juram todas  as  promessas
Os  nossos latos   encontros sonham insónias
Rezas arcaicas lançadas  em certas remessas
Dirigirem à lua dois  diabos  e duas demónias
 
Dançam agora os sentidos na  roda das  chamas
Alimenta o  meu corpo  com a teu desejo canibal
Ensina-me  a alquimia do amor que tanto clamas
Marco em teu peito a bainha da espada   abismal


Os corvos marcam a madrugada  em  negro irrequieto
A tua memória despede-se da  minha liberdade  tirana
A glória da conspiração derrete-se  num triste amuleto
Matei a tua presença, nasci para a decadência humana



publicado por Blogarto às 23:09
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